O uso de suplementos energéticos é uma prática comum entre atletas de endurance, como corredores, ciclistas e triatletas. Segundo a CNN Brasil, o Brasil é o segundo país com mais praticantes de corrida no mundo, somando mais de 19 milhões de pessoas. Com esse crescimento, surgem novas demandas por produtos que conciliem desempenho, praticidade e conforto durante a prática esportiva, e é nesse contexto que o debate entre gel energético e hidrogel ganha força no universo esportivo.
Ambos têm como objetivo fornecer energia rápida por meio da reposição de carboidratos, mas apresentam diferenças marcantes na consistência, tempo de absorção e experiência sensorial. O gel tradicional é mais fluido, enquanto o hidrogel – novidade no mercado brasileiro – possui uma consistência mais densa, semelhante à de uma gelatina, o que pode facilitar o consumo em movimento e garantir maior conforto gástrico durante treinos e provas.
“A escolha entre gel e hidrogel depende do tipo de esforço físico, do tempo de duração da prova e da sensibilidade individual do atleta. O hidrogel, por exemplo, tende a oferecer uma liberação mais gradual da energia, o que pode ser vantajoso em atividades prolongadas”, explica Francisco Neves, diretor geral da Pronutrition, indústria que desenvolve suplementos, alimentos e bebidas saudáveis e inovadoras para diversos segmentos. Segundo ele, a textura diferenciada do hidrogel pode ser um importante aliado na performance, especialmente em provas de longa duração.
Um exemplo recente de inovação no setor é o hidrogel desenvolvido pela Pronutrition, em parceria com a marca Dobro. Com tecnologia inédita no Brasil, o produto combina os benefícios do gel energético à consistência gelatinosa, que sai em blocos e facilita a mastigação, reduzindo desconfortos comuns durante a prática esportiva. A formulação levou três anos de pesquisa, contou com testes de performance com atletas e recebeu investimento superior a R$ 1,3 milhão.
“A grande inovação do hidrogel está justamente em sua textura exclusiva. Além de ser mais fácil de consumir, ajuda a evitar a rigidez mandibular em provas longas e melhora a experiência sensorial do atleta”, destaca Francisco
O produto, que já teve sua patente depositada no INPI, também se diferencia por ter sabor neutro, mesmo contendo cafeína, e por uma embalagem pensada para otimizar o consumo. De acordo com o diretor, o sachê possui uma abertura retangular mais larga, que permite ao conteúdo sair em blocos, facilitando o consumo sem necessidade de sucção contínua.
“Esse formato já é muito presente fora do Brasil e estudamos cada detalhe para trazer ao nosso mercado como uma forma de impulsionar o setor de suplementos, ainda mais diante do aumento de competições e da diversidade de perfis de praticantes. Ter à disposição diferentes formatos de suplementação permite personalizar a estratégia nutricional conforme as necessidades individuais dos atletas e as exigências da prova”, conclui Francisco Neves.
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