Em um evento que uniu conhecimento, prática e networking, a nutricionista esportiva Maria Mátos, mais conhecida como Nutricorrida, promoveu uma experiência única para 20 corredores na capital federal. Com o tema provocativo e esclarecedor “Só Água NÃO Hidrata“, o encontro, realizado no último sábado, mergulhou fundo na ciência da hidratação para atletas, desmistificando crenças e apresentando estratégias para otimizar a performance e a saúde.
O evento, que teve suas inscrições esgotadas rapidamente, foi desenhado para ser uma manhã memorável e exclusiva, proporcionando aos participantes um conteúdo denso e de alta qualidade, aliado a um ambiente de confraternização e troca de experiências. A proposta central foi clara: educar corredores, tanto iniciantes quanto experientes, sobre a importância de uma hidratação que vai muito além da simples ingestão de água.
O ponto alto do evento foi a palestra de Maria Mátos, que, com sua vasta experiência como nutricionista, educadora física e a única brasileira a completar sete maratonas nos sete continentes, traduziu a complexa fisiologia do exercício para uma linguagem acessível. A mensagem principal, que deu nome ao evento, foi embasada em evidências científicas sólidas, como as preconizadas pelo American College of Sports Medicine.
Durante a corrida, especialmente em treinos longos ou em dias quentes, o corpo não perde apenas água através do suor. Perde-se também uma quantidade significativa de eletrólitos, principalmente o sódio. A reposição apenas com água pode levar a um perigoso desequilíbrio chamado hiponatremia, uma condição em que o sódio no sangue se torna perigosamente diluído. Os sintomas podem variar desde cãibras, fadiga precoce e queda de rendimento, até tonturas e confusão mental em casos mais graves.
Muitas vezes, o corredor atribui a quebra no ritmo ou o cansaço excessivo à falta de treino, quando, na verdade, a causa pode ser uma falha na estratégia de hidratação. Entender que a hidratação é uma combinação de líquidos e eletrólitos é fundamental para qualquer um que leve a corrida a sério.
explicou Maria Mátos durante a palestra
Segundo os dados apresentados, a perda de sódio pode variar de 500 a 1.500 mg por hora de exercício, uma quantidade que a água pura simplesmente não consegue repor. A solução, portanto, está em estratégias que incluem o consumo de bebidas isotônicas, cápsulas de sal ou a adição de sódio à própria água, de forma personalizada para cada atleta.
O cronograma do evento foi meticulosamente planejado para oferecer uma experiência completa aos participantes. A jornada começou na sexta-feira, com a retirada dos kits na loja Track & Field da 214 Sul, um dos apoiadores do evento. No sábado, a programação teve início com um delicioso café da manhã na Padaria Cinco Estrelas Casa de Pães, proporcionando um momento de descontração e networking entre os corredores.
Às 11h, no espaço da Track & Field, o profissional Paulo Fernandes conduziu uma sessão de alongamento, preparando o corpo dos atletas e reforçando a importância dos cuidados pré-treino. Em seguida, o foco se voltou para o conhecimento, com a talk de Nutricorrida, que prendeu a atenção de todos por 30 minutos de puro conteúdo prático e científico.
O sucesso do evento também foi garantido por uma rede de apoio de peso. Os participantes puderam desfrutar de degustações da Liquidz e Quitutices, conhecer a granola da Nutrah e os produtos do Tachão. Para o relaxamento e recuperação muscular, a Oásis Recovery ofereceu sessões de massagem e o uso de botas pneumáticas, um diferencial que foi muito elogiado pelos presentes. A delicadeza das flores da Aiko Flores completou a atmosfera de cuidado e exclusividade do evento.
Mais do que um simples encontro, o “Só Água NÃO Hidrata” se consolidou como um marco na comunidade de corrida de Brasília. Ao limitar o número de participantes, a Nutricorrida garantiu uma interação próxima e a possibilidade de um aprendizado mais profundo, onde cada corredor pôde tirar suas dúvidas e entender como aplicar o conhecimento em sua rotina de treinos e provas.
A iniciativa de Maria Mátos reforça uma tendência crescente no esporte amador: a busca por informação de qualidade e a profissionalização das práticas, mesmo para quem não compete em alto nível. O evento provou que, com a orientação correta, é possível ir mais longe, com mais saúde e performance.
Para a comunidade de corredores, fica a lição: hidratar é uma ciência. E, como a Nutricorrida demonstrou com maestria, o conhecimento é a ferramenta mais poderosa para quebrar barreiras e alcançar novos objetivos. A expectativa agora é para os próximos eventos, que prometem continuar elevando o nível da corrida de rua no Distrito Federal.
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