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Porto Alegre entra para a história: maratona mais rápida já disputada no Brasil

Queniano Daniel Kiprono Sang derruba recorde de Vanderlei Cordeiro de Lima em 2h10min21s na 41ª edição da Maratona Internacional de Porto Alegre Olympikus 2026

por Correr Brasília

Porto Alegre escreveu um novo capítulo na história do atletismo brasileiro neste domingo, 31 de maio de 2026. A 41ª Maratona Internacional de Porto Alegre Olympikus, uma das provas mais tradicionais do país, foi palco do melhor tempo já registrado em uma maratona disputada em solo brasileiro. O queniano Daniel Kiprono Sang cruzou a linha de chegada em 2h10min21s, derrubando uma marca histórica que resistia há quase 24 anos — o tempo de 2h11min19s alcançado por Vanderlei Cordeiro de Lima em 2002.

O evento reuniu cerca de 30 mil corredores ao longo do fim de semana, representando todos os estados brasileiros e mais de 25 países. A prova principal dos 42,195 km contou com aproximadamente 10 mil atletas, e as inscrições já haviam esgotado duas semanas antes da largada — um recorde de procura que reflete o crescimento da corrida de rua no Brasil.

O percurso que nasceu para quebrar recordes

Não foi por acaso que a marca caiu justamente em Porto Alegre. O percurso reformulado da prova passou a contar com apenas 14 metros de altimetria acumulada — o traçado mais plano entre todas as maratonas do Brasil. O trajeto percorre a Orla do Guaíba, o Centro Histórico e os parques da cidade, combinando beleza cênica com condições técnicas ideais para alto desempenho. A largada foi antecipada para as 6h da manhã, uma hora antes das edições anteriores, aproveitando temperaturas mais amenas e ausência de neblina — fatores que permitiram ritmo forte desde os primeiros quilômetros.

Resultados históricos no masculino e no feminino

O pódio masculino foi dominado pelo Quênia. Eliasa Kibet completou a prova em 2h10min59s, ficando na segunda posição, enquanto Victor Kimplimo fechou o top 3 em 2h11min11s. No campo feminino, a etíope Gelane Senbete também fez história ao cruzar a linha de chegada em 2h31min16s, quebrando o recorde da prova que pertencia à queniana Ednah Mukhwana desde 2013. Lucy Nthenya ficou em segundo lugar com 2h31min26s, e Emily Chebet completou o pódio feminino.

Entre os brasileiros, Giovani dos Santos foi o melhor no masculino, terminando em sexto lugar com 2h12min56s. No feminino, Jéssica Ladeira também chegou em sexto, com 2h37min32s — os melhores resultados nacionais da maratona gaúcha nesta edição.

Uma prova que inspira cada corredor

O recorde estabelecido neste domingo vai muito além dos números. Ele representa o que é possível quando estrutura, preparação e condições se alinham. Porto Alegre entregou aos 30 mil corredores — do atleta de elite ao corredor de primeira maratona — um ambiente onde bater o próprio tempo é não só possível, mas esperado. Não por acaso, 92% dos participantes de edições recentes consideram Porto Alegre a melhor maratona do Brasil para buscas de recordes pessoais.

A mensagem que fica desta edição histórica é clara: o Brasil tem estrutura, atletas e palcos à altura dos grandes eventos mundiais do atletismo. E, para cada corredor que acompanhou a prova, o recorde de Sang é um convite — para calçar os tênis, traçar os próprios objetivos e acreditar que marcas históricas, em qualquer escala, estão ao alcance de quem treina com propósito.

Resultados

Maratona feminina
1º) Gelane Senbet  (Etiópia) – 2:31.16
2º) Lucy Nthenya (Quênia) – 2:31.27
3º) Emily Chebet (Quênia) – 2:33.11
4º) Vivian Kiplagati (Quênia) – 2:33.41
5º) Florencia Borelli (Argentina) – 2:35.39

Maratona masculina
1º)  Daniel Sang (Quênia) – 2:10:21
2º) Eliasa Kibet (Quênia) – 2:10:59
3º) Victor Kimplimo (Quênia) – 2:11:11
4º) Nicolas Kiptoo Kosgei (Quênia) – 2:11:43
5º) Hillary Biwot (Quênia) – 2:12:26

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